O Ministério Público Eleitoral reiterou o pedido de cassação dos mandatos do prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Samuel Carvalho, e do vice-prefeito, Elmo Paixão. A manifestação foi divulgada nesta semana e reforça os argumentos apresentados anteriormente no processo.
De acordo com o órgão, há indícios de utilização de recursos públicos para promoção pessoal dos gestores. A apuração tem como base o evento gospel “Família no Altar”, realizado nos dias 8 e 9 de março de 2024, período em que Samuel Carvalho ainda era pré-candidato.
As investigações apontam que valores públicos, oriundos da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), teriam sido utilizados para custear apresentações de artistas gospel de alcance nacional, com montante estimado em até R$ 180 mil.
Testemunhos incluídos no processo indicam que, durante a programação, houve momentos em que manifestações religiosas foram intercaladas com discursos de natureza política.
O caso segue sob análise da Justiça Eleitoral, que deverá decidir sobre a eventual cassação dos mandatos e possível declaração de inelegibilidade dos envolvidos.
Em nota, a defesa de Samuel Carvalho e Elmo Paixão contestou o posicionamento do Ministério Público Eleitoral. Os advogados afirmam que o evento possui caráter religioso, social e cultural, sendo realizado há anos sem finalidade eleitoral.
A defesa também declarou confiar no Judiciário e sustenta que não houve prática de abuso de poder político, econômico ou de autoridade, aguardando que a decisão final considere os elementos apresentados no processo.





