A prefeita de Aracaju Emília Corrêa participou, na manhã deste sábado, 25, de mais uma edição do projeto “Tamo Junto Aracaju”, que movimentou a zona de expansão. Desta vez, a ação foi realizada na Escola Municipal Professor Florentino Menezes, no bairro Areia Branca, reunindo moradores em busca dos mais de 100 serviços disponibilizados pela Prefeitura.
A iniciativa tem como objetivo aproximar a gestão municipal da população, facilitando o acesso a atendimentos essenciais. Durante a ação, a gestora destacou o caráter itinerante e evolutivo do projeto.
“Esse é um projeto muito especial, pensado justamente para levar os serviços da Prefeitura até as comunidades, principalmente para quem tem mais dificuldade de acesso. A cada edição, buscamos melhorar, ouvir a população e incluir novos atendimentos, para que o ‘Tamo Junto’ seja cada vez mais completo e resolutivo”, afirmou a gestora.
Entre as novidades da 7ª edição, esteve a implantação de uma sala sensorial voltada para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O espaço contou com cuidadores especializados, garantindo acolhimento adequado enquanto pais e responsáveis buscavam atendimento.
O secretário municipal da Família e da Assistência Social, Luciano Paz, explicou que a iniciativa funciona como um projeto piloto, já pensado para expansão nas próximas edições.
“Essa é uma primeira experiência, mas já nasce com o objetivo de atender uma demanda real. Muitas vezes, os pais precisam resolver questões importantes, como atendimentos de saúde ou atualização do Cadastro Único, e não têm com quem deixar os filhos. A ideia é garantir que essas crianças sejam bem cuidadas, em um ambiente adequado, para que os responsáveis consigam acessar os serviços com mais tranquilidade”, destacou.
O pequeno Enzo foi uma das crianças que utilizou o espaço. O pai, Edicarlos Santos de Jesus, aproveitou a ação para emitir um novo documento de identidade e elogiou a iniciativa.
“Ele é uma criança autista, bastante agitada, e foi muito bem atendido aqui. As profissionais foram excelentes. Se não tivesse esse espaço, seria bem mais difícil resolver o que eu precisava. É muito importante ter esse suporte, porque dá mais tranquilidade para os pais e as crianças ficam bem assistidas”, relatou.
Outra novidade desta edição foi a criação de uma sala de sigilo para atendimento especializado às mulheres. O espaço foi estruturado para garantir acolhimento seguro, escuta qualificada e orientação em casos de vulnerabilidade.
A técnica da Secretaria da Mulher (SerMulher), Hellen Lira, explicou que o atendimento é feito de forma reservada, respeitando o tempo e a necessidade de cada mulher.
“Esse é um espaço de acolhimento emocional, com orientações jurídicas e encaminhamentos necessários. A sala de sigilo permite que a mulher se sinta segura e confortável para falar, especialmente em casos de violência. Nosso objetivo é mostrar que ela não está sozinha. A partir desse primeiro atendimento, fazemos os encaminhamentos para a rede de apoio, garantindo acompanhamento contínuo”, ressaltou.




