A deputada federal Delegada Katarina (PSD/SE) criticou, através de vídeo publicado nas redes sociais, a divulgação feita pela Prefeitura de Aracaju de dados isolados do Índice de Progresso Social (IPS), numa tentativa de omitir a queda expressiva da cidade no ranking nacional de qualidade de vida. Material distribuído pela gestão municipal não mostrou que houve queda em vários índices, inclusive na principal classificação da pesquisa.
Isso porque, como lembrou Katarina, até pouco tempo, Aracaju era, de fato, referência nacional em qualidade de vida, já que em 2024, a capital sergipana ocupava a 1ª posição no Nordeste e a 10ª colocação no ranking nacional do IPS, estando entre as 100 melhores cidades do Brasil.
Mas em 2025, primeiro ano da atual gestão municipal, a cidade caiu para a 311ª posição nacional e para a 3ª colocação entre as capitais do Nordeste. Já em 2026, despencou para o 492º lugar entre os 5.570 municípios brasileiros, permanecendo em 3ª colocação no recorte regional. “Ou seja, Aracaju já disputou medalha de ouro. Hoje, querem que a população comemore participação”, afirmou a parlamentar.
A deputada também destacou a queda no indicador “Oportunidades”, um dos principais termômetros do desenvolvimento social e econômico inseridos no IPS. Em 2024, Aracaju ocupava a 3ª posição nacional neste quesito. Este ano, caiu para a 89ª colocação. O ítem considera a existência de ações voltadas aos direitos de minorias e o acesso à cultura, lazer e esporte.
“Enquanto a Prefeitura tenta vender manchetes positivas, os números completos mostram uma realidade preocupante: a cidade perdeu espaço, competitividade e qualidade de vida”, alertou.
Katarina questionou ainda se a população sente, no dia a dia, a “evolução” divulgada pela administração municipal. Segundo ela, os moradores convivem diariamente com problemas como infraestrutura precária, dificuldades de mobilidade urbana, redução de oportunidades e abandono de espaços públicos.
“A população conhece a realidade das ruas. Propaganda, sobretudo enganosa, não tapa buraco, não melhora a saúde, não resolve a mobilidade e nem devolve a qualidade de vida que Aracaju já teve um dia”, declarou.
Para a parlamentar, a capital sergipana precisa voltar a avançar de forma concreta, com políticas públicas eficientes e planejamento capaz de recuperar o ritmo de desenvolvimento que marcou a cidade em anos anteriores.




