O pré-candidato a deputado estadual, Francisco Gualberto, fez críticas ao pré-candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho, ao afirmar que o ex-prefeito de Itabaiana não apresenta propostas concretas para administrar o Estado. Durante entrevista concedida ao Jornal da Fan, nesta segunda-feira, 20, ele disse que o principal problema enfrentado por Valmir é a ausência de um projeto de governo.
Segundo Gualberto, o debate eleitoral precisa ser pautado por ideias e planejamento para Sergipe, algo que, na avaliação dele, não tem sido apresentado pelo adversário político. “O nosso principal adversário, que é o ex-prefeito de Itabaiana, não se fala em proposta. O grande problema é esse. Esse é o primeiro problema que ele enfrenta. Ele não tem proposta alguma. Eu nunca assisti uma entrevista dele, uma intervenção dele para que ele concretamente apresentasse um projeto de Estado para o Governo de Sergipe”, afirmou.
Na entrevista, Francisco Gualberto também criticou o discurso adotado por Valmir durante a pré-campanha. Para ele, o ex-prefeito utiliza frases de efeito, mas sem detalhar quais mudanças pretende implementar caso seja eleito governador. “Ele fala as frases típicas do populista, exatamente de quem não tem proposta. É assim: ‘Se Deus permitir, se o povo quiser, vou transformar esse estado’. Transformar em quê? Em algo pior? Vai acabar o quê? Vai desmontar o quê? Ele não sabe”, declarou.
O pré-candidato ainda questionou o conhecimento de Valmir sobre a estrutura da administração estadual. Segundo Gualberto, o ex-prefeito nunca demonstrou domínio sobre temas básicos da gestão pública.
“Pelo menos nunca demonstrou até hoje sequer quanto é a folha de pagamento dos servidores do Estado de Sergipe. Talvez ele não saiba diferenciar o Instituto de Previdência do Instituto de Saúde que nós temos no Estado. Simplesmente ele demonstra um desconhecimento absoluto sobre o Estado. Sem querer ser agressivo ou ofensivo, eu diria que ele conta ‘lorotas’ para o povo”, afirmou.
Ao concluir a crítica, Francisco Gualberto disse acreditar que a população sergipana não optará por uma mudança que, segundo ele, represente retrocesso para o Estado. “A mudança é fundamental, é importante, sempre acontece, a democracia prevê esse processo de alternância de poder. Mas ninguém, em sã consciência, muda para pior”, concluiu.



