Dark Mode Light Mode
Aracaju Parque Shopping readequa horário de funcionamento e passa a abrir às 9h
Ricardo Marques diz que foi “traído” por Emília e garante: “Nossa candidatura segue firme e não é moeda de troca”

Ricardo Marques diz que foi “traído” por Emília e garante: “Nossa candidatura segue firme e não é moeda de troca”

Foto: Reprodução Instagram

O vice-prefeito de Aracaju e pré-candidato ao Governo de Sergipe, Ricardo Marques (PL), descartou qualquer possibilidade de desistir da disputa pelo Executivo estadual e negou que tenha retomado o diálogo político com a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (PL). Em entrevista à Metropolitana FM, Ricardo afirmou que sua pré-candidatura permanece “firme” e que não será utilizada como instrumento de negociação política.

As declarações ocorrem em meio a especulações de que Ricardo poderia abrir mão da candidatura para apoiar a candidatura ao governo do ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, que faz parte do grupo político da prefeita Emília.

“Nossa candidatura continua firme, mas nunca fechou as portas para ninguém. O palanque da direita aqui, de Flávio Bolsonaro, é do PL. Quem quiser se aproximar é sempre bem-vindo”, afirmou.

Ao ser questionado sobre uma possível desistência, Ricardo foi categórico. “Possibilidade alguma. Zero possibilidade de desistência. Da minha parte, zero. Na política tudo é questão de conversa e diálogo, mas da nossa parte, do PL em Sergipe, a gente não cogita. Não fomos procurados para conversar por ninguém daqui de Sergipe”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de retirar sua candidatura para apoiar Valmir de Francisquinho, o vice-prefeito voltou a afastar qualquer hipótese. “De forma alguma. Por que desistiria? Por que Valmir não pode desistir para nos apoiar? O que estou dizendo é que nunca fechamos as portas para ninguém. As portas talvez tivessem sido fechadas para a gente, mas nós nunca fechamos para ninguém”, disse.

Ricardo também afirmou que sua decisão de permanecer na disputa só mudaria diante de uma orientação divina. “Deus, somente Deus. Se Deus chegasse para mim e dissesse: ‘Ricardo, a partir de agora você vai cuidar das suas filhas, da sua mãe, da sua família e dos seus negócios’. Mas, por enquanto, Ele não falou. O que eu ouço nas ruas é que as pessoas que conhecem o meu trabalho e a minha vontade de fazer boa política dizem: ‘vá, continue’. É por isso que estou firme”, declarou.

Reaproximação com Emília

Durante a entrevista, Ricardo Marques também negou que exista qualquer reaproximação política com a prefeita Emília Corrêa. Segundo ele, não houve conversas entre os dois desde o rompimento.

“Não existe reaproximação, porque não houve conversa, não houve chamamento. A última conversa que nós tivemos foi no ano passado. De lá para cá houve um rompimento. Eu fui desmerecido, desprestigiado, traído. E não houve mais nenhum tipo de reaproximação”, afirmou.

O vice-prefeito reforçou ainda que pretende manter sua pré-candidatura ao Governo de Sergipe. “A minha pré-candidatura continua firme, porque eu tenho uma missão aqui em Sergipe e ela não é moeda de troca. Não está à venda. Está aqui para que o povo de Sergipe saiba que existe uma alternativa além do que está posto aí”, concluiu.

Rompimento político

O rompimento entre Ricardo Marques e Emília Corrêa veio a público em fevereiro de 2026, após meses de desgaste político dentro da administração municipal. A crise ganhou força ainda em novembro de 2025, quando aliados do vice-prefeito foram exonerados de cargos comissionados na Prefeitura de Aracaju. Meses depois, Ricardo confirmou publicamente o rompimento por meio de um vídeo, afirmando que a decisão não partiu dele e que havia sido “desprestigiado” pela gestão. Emília Corrêa, por sua vez, negou as acusações de desrespeito e sustentou que as mudanças administrativas seguiram critérios de alinhamento político.