Uma nova denúncia envolvendo a gestão da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, apresentada pelo vereador Elber Batalha (PSB) durante a sessão desta terça-feira (4), repercutiu na Câmara Municipal de Aracaju. Em entrevista ao radialista Carlito Neto, o presidente da Casa, Ricardo Vasconcelos, classificou o caso como “lamentável” e afirmou que a prefeita deve afastar o presidente da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), Hugo Esoj.
Segundo Ricardo, os fatos narrados pela denunciante e apresentados por Elber Batalha indicam um suposto uso da estrutura da Emsurb para pressionar uma permissionária a abrir mão de um ponto comercial.
“Quando ele passa para a gestão, segundo a denunciante, segundo o que o vereador trouxe para a tribuna, segundo o que consta no processo e na ata notarial, o Hugo, que é o presidente da Emsurb, procurou essa moça para pressioná-la a entregar o ponto para ele, porque teria outra destinação. Ele utilizaria o espaço para outra pessoa colocar um espetinho. Além disso, articulou uma notificação e uma pressão para que ela também não pudesse mais pagar as taxas, permitindo que o ponto fosse tomado por inadimplência. Essa moça procurou o Judiciário e conseguiu um mandado de segurança para realizar os pagamentos em juízo”, afirmou.
Na avaliação do presidente da Câmara, caso as denúncias sejam confirmadas, a conduta é incompatível com o cargo ocupado por Hugo Esoj.
“Então, ao nosso ver, ele utilizou do poder que tem na Emsurb para pressionar uma cidadã comum e tomar o ponto. É uma conduta mais do que reprovável. Eu acredito que a prefeita, quando tomar conhecimento dos fatos, não terá outra alternativa senão retirá-lo da presidência da Emsurb, porque é o que os vereadores pensam. A gente está muito incomodado com isso, porque ele utilizou da presidência da Emsurb para pressionar uma cidadã comum. Será que ele não já fez isso com outras pessoas também? Ele sabe o quanto errou. Então, Emília não passa pano para ele. Tenho certeza que ela não vai concordar com isso. Infelizmente aconteceu, e ele agora tem que reconhecer o erro”, declarou.
Ricardo Vasconcelos ressaltou ainda que as acusações não se baseiam apenas em manifestações políticas, mas em documentos e medidas judiciais adotadas pela denunciante. “Quem está falando isso não sou eu, não é Elber. É uma pessoa que procurou os membros da CPI, que já havia recorrido ao Judiciário por meio de um mandado de segurança para se proteger e que se sente ameaçada. Ele foi até o estabelecimento dela. Existe um vídeo, apresentado por Elber, em que ele a chama para conversar. Ele faz uma pressão de forma muito elegante, mas sempre deixando claro que quem manda é ele, que ele tem o poder e a caneta”, afirmou.
Durante a entrevista, o repórter destacou a existência de denúncias de que a permissionária teria sido impedida de emitir as guias para pagamento das taxas mensais, o que poderia resultar na perda do ponto comercial. Ricardo reforçou a acusação. “Foi exatamente para ela perder o ponto. Ela ficaria inadimplente porque não emitiam mais as guias de pagamento e, com a inadimplência, poderiam tomar o ponto. Além disso, notificaram essa permissionária, inventando, segundo Elber, subterfúgios para justificar a retomada do espaço. Veja, é uma história lamentável para a cidade de Aracaju e para o nosso povo assistir a um negócio desse”, concluiu.





