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“A CPI continua de pé e firme”, diz Selma França após recorte de sua fala viralizar de forma equivocada nas redes sociais

Foto: Reprodução TV Câmara

A vereadora de Aracaju, Selma França, veio a público para reafirmar que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Concessões, criada para investigar contratos da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) e da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), continua em andamento. A manifestação ocorreu após um recorte de uma fala da parlamentar circular nas redes sociais dando a entender que a investigação não seria mais realizada.

O vídeo passou a ser compartilhado em meio aos desdobramentos das denúncias apresentadas pelo vereador Elber Batalha envolvendo um quiosque na região da Aruana. Segundo a denúncia, o espaço teria pertencido anteriormente ao presidente da Emsurb, Hugo Esoj, antes de a concessão passar para o nome da permissionária que denunciou o caso.

Ao esclarecer o conteúdo de sua declaração, Selma França afirmou que nunca disse que a CPI deixaria de acontecer e reforçou o compromisso da comissão com a apuração dos fatos.

“Os recortes das minhas falas na rede social não quiseram dizer que nós não iremos atrás e que as pessoas responsáveis sejam levadas àquela condição que tem que ser feita a nossa CPI. Em momento algum eu falei que eu estava tirando a responsabilidade de ninguém. A CPI continua de pé e firme, muitas vezes nós somos confundidas em redes sociais. É muito bom as nossas redes, mas às vezes somos mal interpretadas. Mas quero dizer e continuo dizendo: a CPI é séria, porque o povo merece respeito e nós iremos fazer com que ela venha realmente com a transparência de tudo que aconteceu”, declarou a vereadora.

Entenda o caso

Na última quarta-feira (5), o vereador Elber Batalha apresentou, durante sessão da Câmara Municipal de Aracaju, novos documentos que, segundo ele, reforçam as denúncias envolvendo o presidente da Emsurb, Hugo Esoj.

Entre os materiais apresentados está uma publicação da Junta Comercial do Estado de Sergipe (Jucese), na qual Hugo Esoj é identificado como “proprietário” de um quiosque cuja concessão está no centro das denúncias debatidas no Legislativo.

Segundo Elber, os fatos narrados pela permissionária indicam um suposto uso da estrutura da Emsurb para pressioná-la a abrir mão do ponto comercial. A versão é sustentada por uma matéria publicada pela Jucese e por conversas de WhatsApp registradas em cartório pela denunciante.

Durante a apresentação, o vereador chegou a cometer um equívoco ao mencionar o cargo ocupado por Hugo Esoj à época dos fatos, atribuindo sua atuação à Emsurb. Posteriormente, foi esclarecido que ele exercia função na Secretaria Municipal do Turismo naquele período. Apesar disso, o erro não altera o ponto central da denúncia nem os documentos apresentados para embasar a investigação.

Assista aqui o vídeo do Fato Sergipe sobre o assunto.