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“Quando não tem argumentos, parte para esse tipo de ataque”, afirma Katarina sobre Valmir processar a imprensa

Foto: Assessoria

A deputada federal e delegada de Polícia Civil Katarina Feitoza (PSD) voltou a criticar o ex-prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho (Republicanos), após ele ingressar com ações judiciais contra veículos de comunicação que repercutiram sua declaração sobre a apreensão de R$ 240 mil no veículo de um servidor da Prefeitura de Aracaju.

Na época, ao comentar o caso, Valmir levantou a hipótese de que o dinheiro poderia ter sido “plantado” pela Polícia Civil de Sergipe, colocando sob suspeita a atuação das forças de segurança do Estado. A declaração gerou forte repercussão e foi rebatida por Katarina, que comparou o discurso ao utilizado por criminosos após serem presos.

Cerca de um mês depois, ao ser questionada pelo Fato Sergipe sobre a decisão de Valmir de processar os veículos de imprensa que divulgaram sua fala, a parlamentar voltou a fazer críticas. “Cada um usa as armas que tem. Quando você não tem argumentos, quando não tem humildade para reconhecer que errou, você parte para esse tipo de ataque, mas não dá em nada não”, destacou.

Katarina também afirmou que não poderia permanecer em silêncio diante das acusações direcionadas à Polícia Civil, instituição da qual fez parte e cujo trabalho disse conhecer profundamente. “O cidadão que fez aquela fala infeliz, de dizer que a polícia teria a capacidade de se vender ao ponto de colocar um valor, de colocar algo que seria considerado crime para incriminar um inocente e plantar aquilo, porque foi isso que foi dito. Isso me indignou porque eu conheço a fundo a Polícia Civil do nosso estado. Eu conheço esses homens e mulheres que fazem parte da Polícia Civil e jamais poderia me calar com relação a isso”, acrescentou.

Entenda o caso

No início de julho, Katarina Feitoza reagiu às declarações de Valmir de Francisquinho sobre a investigação que resultou na apreensão de R$ 240 mil com um servidor da Secretaria Municipal da Educação de Aracaju. O caso é investigado pelas autoridades e envolve a gestão da prefeita Emília Corrêa (Republicanos).

Na ocasião, Valmir sugeriu que a quantia poderia ter sido implantada pela Polícia Civil durante a ação, levantando suspeitas sobre a atuação das forças de segurança e atribuindo possível motivação política à investigação.

As declarações provocaram reação imediata de Katarina, que classificou as acusações como graves e saiu em defesa dos policiais civis sergipanos, afirmando que conhecia a atuação dos profissionais e que não poderia aceitar insinuações de que agentes da corporação seriam capazes de forjar provas para incriminar inocentes.

Confira o vídeo da entrevista aqui.