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“Se provarem que os R$ 240 mil vinham para mim, eu renuncio minha candidatura”, desafia André Davi
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“Se provarem que os R$ 240 mil vinham para mim, eu renuncio minha candidatura”, desafia André Davi

Foto: Ítalo Amorim

Pré-candidato ao Senado afirma que dinheiro apreendido em carro ligado à Secretaria Municipal de Educação de Aracaju não tinha como destino ele ou familiares

O pré-candidato ao Senado, delegado André Davi, trouxe nesta terça-feira, 11, uma nova informação sobre a apreensão de R$ 240 mil pela Polícia, encontrados em um veículo utilizado pelo ex-diretor financeiro da Secretaria Municipal de Educação de Aracaju.

Durante entrevista nesta terça, 11, ao radialista Narcizo Machado, no Jornal da Fan, André Davi afirmou que estaria sendo criada uma tentativa de vinculá-lo à quantia apreendida e lançou um desafio: caso seja comprovada qualquer relação dele ou de seus familiares com o dinheiro, ele promete renunciar à candidatura ao Senado.

“Eu sou o mais interessado em saber quem foi o dono, no masculino, dessa empresa que entregou esse dinheiro. Porque eu garanto uma coisa: esse veículo não pertence a nenhuma empresa da minha cunhada Kaynara Maya e esse dinheiro não vinha para André David. Se provarem, não é narrativa não, provarem, que pertencia à minha cunhada e que vinha para mim, eu renuncio à minha candidatura”, declarou.

A declaração chama atenção também por apresentar uma informação que, segundo apuração do Fato Sergipe, não havia sido publicada até então. A reportagem consultou sites, blogs, grupos de política e ouviu comunicadores que acompanharam a repercussão do caso. Em nenhuma dessas fontes foi localizada a informação de que os R$ 240 mil apreendidos teriam como destino André Davi.

Ou seja, o pré-candidato passou a se defender publicamente de uma suposta ligação entre ele e o dinheiro que, até o momento, não havia sido apontada nas publicações localizadas pelo Fato Sergipe.

O que foi publicado

A informação que efetivamente apareceu na imprensa, inclusive em veículos de alcance nacional, diz respeito à relação empresarial da cunhada de André Davi, Kaynara Maya, com a área da educação. Segundo as informações divulgadas, empresas ligadas a ela mantiveram contratos que ultrapassariam R$ 20 milhões com a educação.

Já a afirmação de que os R$ 240 mil apreendidos seriam destinados a André Davi ou à sua família não foi localizada pelo Fato Sergipe nas fontes consultadas.