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Prefeitura de Aracaju leva Agosto Lilás a diferentes espaços da capital

Prefeitura de Aracaju leva Agosto Lilás a diferentes espaços da capital

Foto: Ascom/SerMulher

A terceira semana do Agosto Lilás foi marcada pela presença e pelo diálogo nos territórios de Aracaju. A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher), ampliou as ações de sensibilização sobre a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher, levando o tema a diferentes espaços da capital.

De canteiros de obras a Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), passando por empresas e eventos, as equipes da SerMulher percorreram diferentes ambientes para dialogar com a população, levar informação e orientar sobre os caminhos para buscar ajuda. A estratégia reforça uma das prioridades da Prefeitura de Aracaju: aproximar as políticas públicas dos territórios, ampliando o acesso das mulheres e de toda a sociedade aos serviços e às informações.

Durante as atividades, foram abordados os diferentes tipos de violência contra a mulher, os sinais de alerta, as formas de prevenção, os direitos garantidos e a importância de romper o silêncio. As equipes também aproveitaram os encontros para divulgar a Ouvidoria da Mulher e os demais canais disponíveis para orientação e encaminhamento.

A campanha deste ano também é marcada pelos 20 anos da Lei Maria da Penha, legislação considerada um marco na proteção das mulheres e no enfrentamento à violência doméstica e familiar no país.

Para a secretária municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres, Elaine Oliveira, a presença em diferentes espaços da cidade é fundamental para fortalecer a prevenção.

“O enfrentamento à violência contra a mulher é responsabilidade de todos. É por isso que a Prefeitura de Aracaju, por meio da SerMulher, leva informação, orientação e sensibilização para onde as pessoas estão: locais de trabalho, equipamentos sociais, eventos e diferentes territórios da cidade. Queremos fortalecer uma cultura de respeito, em que homens e mulheres compreendam seu papel nessa luta. E, principalmente, queremos que cada aracajuana saiba que não está sozinha: existe uma rede preparada para acolher, orientar e proteger”, afirmou.

Do canteiro de obras aos equipamentos sociais

Entre os espaços alcançados durante a terceira semana da campanha estão os canteiros de obras, onde as equipes desenvolvem ações de sensibilização, especialmente junto ao público masculino, sobre respeito, prevenção e responsabilidade no enfrentamento à violência contra a mulher.

Para o técnico de segurança da Construtora Celi, Cristiano Dantas, discutir o tema também contribui para ampliar a responsabilidade dos homens nessa luta.

“A gente costuma pensar que esse assunto é mais para as mulheres, mas a gente também tem responsabilidade. É importante saber identificar uma situação de violência, orientar quem precisa de ajuda e, principalmente, entender que respeito não é só discurso, é atitude no dia a dia”, declarou.

A funcionária da Mardisa Veículos, Allane Virgínia, destacou a importância de levar esse tipo de diálogo para o ambiente de trabalho.

“Nem sempre a gente tem espaço para falar sobre violência, direitos e proteção. Às vezes, uma informação que parece simples pode ajudar uma mulher a perceber que está vivendo uma situação de violência e procurar ajuda”, ressaltou.

Para a assistente social Cleisla Batista, técnica da Coordenadoria de Proteção aos Direitos da Mulher da SerMulher, ampliar os espaços de diálogo é fundamental para transformar informação em prevenção.

“Quando chegamos a diferentes ambientes, conseguimos conversar com públicos que muitas vezes não procuram espontaneamente um serviço especializado. A prevenção também acontece nesses espaços de convivência. Falar sobre violência, respeito e direitos é uma maneira de contribuir para a mudança de comportamentos e para a construção de relações mais saudáveis”, explicou.

Nos CRAS e demais espaços de atendimento à população, a abordagem também busca fortalecer o conhecimento sobre a rede de proteção e os caminhos disponíveis para mulheres que vivenciam situações de violência.

A psicóloga Hellen Lira, também técnica da Coordenadoria de Proteção aos Direitos da Mulher, explica que reconhecer a violência é um dos primeiros passos para buscar ajuda.

“A informação pode ajudar uma mulher a identificar uma situação de violência e entender que ela não precisa enfrentar aquilo sozinha. Nosso papel também é mostrar que existem serviços, profissionais e uma rede de proteção que podem acolher, orientar e acompanhar cada situação”, afirmou.

Uma cidade inteira falando sobre enfrentamento

O Agosto Lilás reforça que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa envolver toda a cidade. Por isso, as ações da Prefeitura de Aracaju não se concentram apenas nos equipamentos especializados.

Ao longo do ano, a SerMulher também desenvolve atividades em escolas municipais, feiras livres, praças, canteiros de obras, empresas, instituições públicas e privadas e espaços comunitários, além de promover rodas de conversa, palestras e participar de eventos.

Com os 20 anos da Lei Maria da Penha como um dos eixos da campanha, as equipes também destacam a importância de conhecer os direitos garantidos pela legislação e os mecanismos de proteção disponíveis. A proposta é transformar cada conversa em uma oportunidade de informação, prevenção e acolhimento.

Do canteiro de obras ao CRAS, das empresas aos eventos, a Prefeitura de Aracaju amplia sua presença nos territórios para reforçar uma mensagem que precisa chegar a toda a cidade: enfrentar a violência contra a mulher é responsabilidade de todos — e nenhuma mulher precisa enfrentar essa situação sozinha.