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“A luta contra o feminicídio exige o posicionamento de todos”, afirma Edvaldo Nogueira sobre políticas para as mulheres

“A luta contra o feminicídio exige o posicionamento de todos”, afirma Edvaldo Nogueira sobre políticas para as mulheres

Foto: Ana Lícia Menezes

Candidato ao Senado afirma que enfrentamento à violência contra a mulher exige conscientização, proteção e presença dos serviços públicos nos municípios

O combate ao feminicídio e à violência contra a mulher está entre as pautas defendidas por Edvaldo Nogueira (PDT-SE), candidato ao Senado. Para ele, enfrentar esse tipo de violência exige uma atuação que vá além da resposta após a ocorrência, com investimento em prevenção, conscientização, acolhimento e fortalecimento da rede de proteção às vítimas.

O cenário de aumento dos casos de feminicídio reforça, segundo Edvaldo, a necessidade de ampliar as políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e de garantir que os serviços especializados estejam acessíveis em todas as regiões.

“O feminicídio está aumentando de maneira assustadora. Todo dia, em todos os estados, em todos os lugares. Então, além de endurecer mais a legislação, devemos conscientizar a sociedade. Essa luta contra o feminicídio é uma luta que exigirá um posicionamento de mulheres e, principalmente, dos homens”, ressaltou.

Para o candidato, uma das dificuldades enfrentadas pelas mulheres vítimas de violência está na distância em relação aos serviços públicos especializados. Por isso, ele defende a descentralização da rede de proteção, de modo que o atendimento não fique concentrado apenas nos grandes centros urbanos.

A proposta envolve ampliar a presença do poder público nos municípios, com atendimento especializado, acolhimento, proteção e utilização de tecnologia como instrumentos de apoio às mulheres que estejam em situação de violência.

Prevenção e conscientização
Na avaliação de Edvaldo, o enfrentamento ao feminicídio também passa por uma mudança de comportamento da sociedade. Para ele, a legislação é um instrumento importante, mas não suficiente para impedir novos casos de violência.

O candidato defende uma mobilização que envolva homens e mulheres, com atenção especial à conscientização dos homens sobre a violência contra as mulheres e sobre a necessidade de romper comportamentos que alimentam esse ciclo.

“Essa luta contra o feminicídio é uma luta que exigirá da sociedade também um posicionamento de homens e de mulheres e, principalmente, dos homens”, afirmou.

Proteção mais próxima das mulheres
Edvaldo também defende que a rede de proteção esteja presente de forma mais próxima das mulheres, inclusive nos municípios menores. A ideia é fortalecer a capacidade de atendimento e garantir que a vítima encontre apoio para denunciar, receber assistência e romper com o ciclo de violência.

Para o candidato, políticas de proteção precisam estar articuladas a outras ações sociais, criando condições para que a mulher tenha segurança e suporte para reconstruir sua vida.

“Então, além de uma ação da legislação que já é dura, endurecer mais a legislação, mas a consciência social, a importância de você conscientizar a sociedade”, reforçou.