Ação ocorre de 5 a 8 de outubro para quebrar o ciclo de transmissão da dengue, zika e chikungunya.
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realiza entre os dias 5 e 8 de outubro, uma ação de fumacê costal para reforçar a proteção da população contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A atividade será realizada nos bairros Aeroporto, Inácio Barbosa, Marivan e Atalaia. As equipes irão visitar 57 quarteirões, alcançando 2.298 imóveis.
A aplicação do inseticida será feita por agentes de endemias da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), das 17h às 19h. Diariamente, oito profissionais, organizados em duplas, atuarão com equipamentos costais, atendendo entre 10 e 18 quarteirões por equipe. O horário definido corresponde ao momento de maior incidência do mosquito.
Segundo o supervisor de Endemias da UVZ, José Bonfim, o uso do equipamento costal permite ampliar a cobertura da aplicação em locais onde o carro do fumacê não consegue acessar. “Se a equipe vier circulando no quarteirão e tiver uma viela, o carro não entra, mas nós entramos. Se tiver um terreno baldio grande, a gente pode entrar, fazer a borrifação. Já o carro, não entra”, explicou.
Bonfim ressalta ainda que a aplicação é realizada prioritariamente nas áreas externas dos imóveis. O trabalho interno de controle do mosquito é executado diariamente por outras equipes de agentes de endemias. “O fumacê costal é uma ação complementar ao controle e combate ao Aedes aegypti. Ele atua nas áreas onde há circulação de mosquitos adultos”, complementou o supervisor.
De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde da SMS, Duanne Marcele, a aplicação do fumacê é uma medida específica para o controle do mosquito adulto em situações que atendem a critérios epidemiológicos. “O fumacê serve exclusivamente para o controle de mosquitos adultos do gênero Aedes aegypti em situações específicas de surtos ou bloqueios de transmissão de arboviroses. Não é indicado e nem eficaz para o combate rotineiro de pernilongos comuns”, afirmou.
A coordenadora reforça também que a principal medida de prevenção continua sendo a eliminação de criadouros. “A medida mais eficaz contra qualquer tipo de mosquito é impedir o nascimento das larvas, limpando quintais, calhas e recipientes que acumulem água. A participação da comunidade é necessária”, orientou Duanne.
LIRAa
A ação ocorre em um cenário de redução do índice de infestação pelo Aedes aegypti em Aracaju. O quinto Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 registrou índice geral de 0,9%, ante 1,5% no levantamento realizado em julho. Dos 48 bairros avaliados, 32 foram classificados como de baixo risco e 16 como de médio risco, sem registro de território em situação de alto risco.
Entre julho e agosto, município registrou 480 notificações de dengue, das quais 79 foram confirmadas. Em relação à chikungunya, foram notificadas 113 ocorrências, com 74 confirmações. Já a zika, contabilizou três notificações com uma confirmação de caso. Apesar da redução do índice de infestação, a Vigilância em Saúde mantém o monitoramento dos indicadores epidemiológicos.
“A intensificação das ações considera justamente a relação entre os indicadores de infestação e a ocorrência de casos. Temos observado que os bairros onde o índice de infestação apresenta aumento também coincidem, em alguns casos, com áreas que concentram maior número de notificações. Por isso, estamos intensificando as ações, com fumacê costal, ampliação dos mutirões e uma nova estratégia, que é a instalação das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) em dez bairros da capital”, ressaltou Duanne Marcele.
A aplicação do inseticida integra as diversas frentes de bloqueio de transmissão e ocorre ao longo do ano. A programação do fumacê costal é definida conforme o acompanhamento dos indicadores de infestação e dos registros de casos, de modo que outros bairros também poderão receber a ação de acordo com a necessidade identificada pelas equipes de Vigilância em Saúde.
A Secretaria Municipal da Saúde reforça que o controle das arboviroses é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a população. A eliminação de recipientes que possam acumular água, a limpeza de quintais e calhas e a manutenção de ambientes livres de possíveis criadouros são medidas que contribuem para interromper o ciclo de reprodução do Aedes aegypti e reduzir a circulação do mosquito.





