Turbulência volta a marcar o contexto político fluminense. O integrante da equipe de trabalho vinculado à Casa Civil, Victor Travancas, encaminhou solicitação formal de desligamento do cargo junto ao executivo estadual. No comunicado destinado ao chefe do governo, Cláudio Castro (PL), o assessor manifesta total incompatibilidade com a manutenção de André Moura na condução da Secretaria de Governo.
A incompatibilidade apontada por Travancas relaciona-se a questões pretéritas do secretário. Moura, que integra a legenda do União Brasil e possui trajetória como parlamentar em nível federal, recebeu condenação da corte suprema em 2021. O tribunal responsabilizou-o por transgressões dirigidas contra instituições públicas. Posteriormente, em 2023, uma negociação entre as partes resultou na cessação dos efeitos punitivos mediante acordo que impediu a continuidade do processo.
No texto encaminhado ao governador, Travancas questiona a suficiência da resolução jurídica apresentada. Conforme publicado por colunista da imprensa nacional, o assessor sustenta que a mera eliminação das consequências legais “não anula a factualidade das ações praticadas”. Aponta Moura, portanto, como responsável por ilícitos.
Travancas menciona ainda conteúdo fotográfico que vincula Moura à companhia de Thiego Raimundo dos Santos Silva, alcunhado TH Joias e conhecido por conexões investigadas relacionadas ao Comando Vermelho. O ex-integrante da assembleia legislativa estadual encontra-se em processo criminal que envolve suspeitas de intermediação em transações ilícitas de material bélico destinado a facções criminosas.

Posicionamento
Contactado para esclarecimentos, o governo do estado do RJ manteve silêncio acerca das questões levantadas pelo assessor. De forma paralela, a assessoria de Moura comunicou estar em processo de apreciação das informações divulgadas pela cobertura jornalística para então formular seu posicionamento oficial.
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