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Licitação da nova ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros segue em análise técnica e não tem vencedor definido

A licitação para construção da segunda ponte entre Aracaju e Barra dos Coqueiros avança sem vencedor definido, apesar de notícias prematuras em sites e páginas isoladas que anunciaram uma empresa como ganhadora apenas pelo menor preço. O processo, regido pela Lei nº 14.133/2021 e edital publicado em 4 de setembro de 2025 no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), prioriza técnica em 70% da pontuação e preço em apenas 30%, conforme detalhado na página 28 do documento. Esclarecimentos do secretário de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (Sedurbi), Luiz Roberto Dantas, em entrevista ao Jornal da Fan da Rádio Fan FM de Aracaju desmentiram as informações falsas, reforçando que a etapa decisiva avalia capacidade técnica para evitar atrasos na obra.

Na sessão pública de 10 de dezembro de 2025, na sede da Sedurbi, foram abertos os envelopes de duas concorrentes: o Consórcio Coqueiros Aracaju (Construbase, Cidade, Paulitec e Heca) propôs R$ 838.375.230,55, enquanto o Consórcio Segunda Ponte (A. Gaspar, Arteleste e Via Engenharia) ofereceu R$ 837.912.474,29, diferença de R$ 462.755,26, ou cerca de 0,055% do total. Luiz Roberto Dantas destacou que a modalidade técnica e preço exige comprovação de experiência em pontes semelhantes, para garantir execução plena da estrutura estaiada de 1.260 metros, com ciclovia, faixas de ônibus e acessos de 5 km.

A divulgação equivocada gerou alerta contra fake news, especialmente porque priorizar preço baixo ignora lições históricas em Sergipe, como o Hospital do Câncer. Em outubro de 2017, sob o governador Jackson Barreto, o então secretário de Saúde Almeida Lima anunciou tratativas para rescindir o contrato com a empresa vencedora da licitação, por atraso grave: a obra, iniciada em fevereiro daquele ano com recursos da Caixa Econômica Federal, devia ter 23% de execução em outubro, mas avançou menos de 4% naquele ano. Entregue apenas em dezembro de 2025, após oito anos de paralisações, o caso ilustra riscos de consórcios sem capacidade técnica, apesar de economia inicial.

A Lei nº 14.133/2021 estrutura o processo para mitigar esses problemas em obras estratégicas, analisando experiência acumulada e reduzindo chances de aditivos sucessivos ou estruturas problemáticas. Para a ponte, essencial ao desafogar o trânsito na zona sul de Aracaju, com picos caóticos para Barra dos Coqueiros, além de impulsionar turismo e desenvolvimento urbano, o governo incorporou sugestões de audiências públicas em agosto e setembro de 2025, incluindo o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) com mitigação pela geóloga Juliana Roscoe.