O PL em Sergipe vive um de seus momentos mais críticos, com a confirmação da saída de Edvan Amorim da presidência e movimentações que indicam um racha profundo na sigla. Segundo revelações de Valmir de Francisquinho a uma rádio do interior na última sexta-feira (5), Moana Valadares, vereadora de Aracaju e esposa do deputado federal Rodrigo Valadares, deve assumir o comando do partido no estado até a abertura da janela partidária, quando Rodrigo migrará do União Brasil para comandar definitivamente o PL.
Além disso, durante uma manifestação no último domingo (7 de setembro), Rodrigo apresentou, em alto e bom som para todos que quisessem ouvir: “Moana Valadares é a futura presidente do PL em Sergipe”.
A estratégia é clara: como Rodrigo ainda está filiado ao União Brasil, Moana servirá como ponte para manter o controle familiar sobre a estrutura partidária. Valmir, na entrevista, foi direto ao revelar que “já está batido o martelo” e que a vereadora “vai assumir o PL até que a janela abra” para que Rodrigo possa oficializar sua chegada e comando da sigla.
No entanto, essas mudanças podem provocar uma debandada significativa. Valmir de Francisquinho foi categórico ao afirmar que não permanecerá no partido caso o cenário continue caminhando nesta direção: “Nós vamos migrar para outro partido, provavelmente isso. Se for continuar do jeito que está, nós não ficaremos”. A fala expõe a dimensão do racha, já que Valmir é uma liderança histórica com forte influência no interior do estado.
Emília Corrêa
A situação da prefeita Emília Corrêa representa a maior incógnita nesse cenário. Recentemente, ela fez acenos públicos ao grupo Valadares, chegando a elogiar em live a secretária de Assistência Social, que é mãe de Rodrigo Valadares, destacando os avanços da pasta. O movimento sugere uma tentativa de apaziguamento e manutenção de sua posição no PL.
Contudo, a permanência de Emília no partido pode depender de como se desenrolar a debandada anunciada. Com Edvan Amorim já fora e Valmir sinalizando saída, outras lideranças ligadas a esses dois nomes também podem abandonar a sigla, criando um esvaziamento que pode inviabilizar politicamente a permanência da prefeita.
O cenário sugere que o PL sergipano está caminhando para uma reformulação completa, com o grupo Valadares assumindo definitivamente o controle, mas pagando o preço de perder quadros históricos e influentes. Para Emília, a decisão será estratégica: permanecer em um partido esvaziado, mas sob nova direção, ou acompanhar um possível êxodo em busca de uma legenda que ofereça maior estabilidade política para seus projetos futuros.



