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Deputada Katarina Feitoza reforça defesa da aprovação do projeto de lei que criminaliza a misoginia

Deputada Katarina Feitoza reforça defesa da aprovação do projeto de lei que criminaliza a misoginia

A deputada Katarina Feitoza (PSD) reforçou a importância da aprovação do projeto de lei que criminaliza a misoginia, ressaltando os desafios, A matéria já foi aprovada por unanimidade no Senado, o projeto equipara a misoginia, que é a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres, ao crime de racismo.

A fala da parlamentar sergipana ocorreu durante a instalação do Grupo de Trabalho (GT) na Câmara Federal sobre o projeto de lei. “O nosso desafio aqui, com esse GT, não é reconhecer a gravidade da misoginia, porque isso todo mundo sabe. Até eles, que criam as mentiras, eles não dizem que não é grave a misoginia. Eles querem enfeitar de outra forma, porque muitas vezes eles são autores de misoginia, de falas que inferiorizam a mulher, que pregam violência contra a mulher, que estão subentendidas. Por isso que eles não querem”, afirmou.

Segundo a deputada, o desafio é transformar esse reconhecimento que todos já têm da gravidade da misoginia em uma lei que seja clara, aplicável e segura. “Eu fui questionado no meio da rua por homens que vinham me abordar e dizer assim: deputada, a senhora é a favor disso? Isso vai melhorar o feminicídio? Mas não já tem lei do feminicídio? A senhora acha que misoginia é a mesma coisa que racismo? Eu digo não, não é a mesma coisa que racismo. Eles são estruturalmente iguais”, salientou.

“Porque os dois falam de inferiorização. Os dois falam de uma estrutura que foi criada ao longo dos séculos de inferiorização das pessoas, seja pelo seu gênero, pela sua cor, seja pela sua raça. Mas, eu não quis nem discutir com essas pessoas, porque não adianta. Sabe aquela história, que é dar pérolas a porcos? É isso. É você querer discutir com alguém que não quer ouvir, que realmente não quer entender”, complementou a delegada Katarina.