O clima esquentou durante a sessão na Câmara de Vereadores de Aracaju nesta quinta-feira, 9, com um embate direto entre os vereadores Vinícius Porto e Elber Batalha. Isso porque o primeiro acusou o segundo de promover agressões verbais contra ele e outros colegas parlamentares durante as discussões no Parlamento Municipal.
“O vereador Elber quando perde uma discussão tenta agredir, não de forma física, mas verbal, vários casos aqui. Faça isso não, vereador Elber. O controle emocional de todos nós é algo muito importante. Eu não quero ter uma marca aqui desta Casa de alguém que não aceite divergir de um colega, eu perco essa discussão e quando eu não tenho mais argumento, vou para o lado pessoal, eu vou atingir, vou gritar, eu vou pra cima dele. Será que fomos eleitos para isso? Será que é correto você colocar que um colega seu é bajulador? Faça isso não, vereador Elber”, declarou Vinícius Porto.
Ao responder à acusação, o vereador Elber Batalha pediu que Vinícius Porto não confunda firmeza na fala e nas posições com agressões gratuitas. “Existe uma premissa que se atribui aos partidos de esquerda que é assim: “Hay governo, soy oposição”. E eu respeito a sua posição. “Hay governo e o senhor é governo”. E eu dizia isso aqui. O senhor disse que nunca votou na esquerda. Mentira do senhor. O senhor votou em Edvaldo Nogueira, PCdoB e PDT são partidos de direita?”, questionou.
O vereador Elber Batalha ressaltou que, dentro desse contexto, tem o maior respeito pela posição política do colega parlamentar. “Agora, o que nos difere na nossa atuação é a coerência ideológica. Vossa excelência não tem coerência ideológica nenhuma. É o partido que estiver no governo e o senhor adere, o que é um direito seu. Agora, eu não lhe permito tentar desqualificar minha fala com mentiras”, enfatizou.
Vale destacara que o vereador Vinícius Porto foi aliado do prefeito João Alves, chegando a ser presidente da Câmara, foi aliado de Edvaldo em seu retorno à Prefeitura de Aracaju e, atualmente, é aliado da prefeita Emília. Como diz o ditado, o parlamentar parece não querer guerra com ninguém. Seja de esquerda ou de direita, ele está apertando as mãos.





