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Filha do ex-governador Marcelo Déda, Luisa Déda afirma que o pai sempre defendeu o projeto político da esquerda

Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira, 07, Luisa Deda afirmou que o pai sempre esteve à esquerda e defendeu o projeto político que ajudou a construir no Partido dos Trabalhadores

A economista Luisa Deda, filha do ex-governador de Sergipe Marcelo Deda, publicou nesta quarta-feira, 07 de outubro, um vídeo nas redes sociais em que fala sobre a trajetória política do pai e sobre as tentativas de associar sua imagem a projetos políticos diferentes daqueles que ele defendeu ao longo da vida.

No depoimento, Luisa afirmou que Marcelo Deda sempre esteve ligado à esquerda e ao Partido dos Trabalhadores. Segundo ela, a história política do ex-governador não pode ser dissociada das posições que ele sustentou durante sua trajetória.

“Meu pai sempre esteve à esquerda. Na sua luta política, sempre. Desde antes de entrar na política institucional, desde o movimento estudantil, meu pai sempre militou à esquerda”, declarou.

“Ele tinha medo de ser distorcido”, afirma filha de Marcelo Deda
Luisa também afirmou que um dos receios do pai era que sua trajetória fosse esquecida ou reinterpretada de maneira diferente dos valores que defendeu.

“Ele tinha medo de ser esquecido como ele era, pelo que ele carregava, pelo que ele defendia. Ele tinha medo de ser distorcido em vantagem de um outro projeto no qual ele não acreditava”, disse.

A filha do ex-governador também rejeitou , completamente, a ideia de que Marcelo Déda estaria acima da divisão entre direita e esquerda ou que teria deixado de se identificar com o PT.

“Esse discurso de que meu pai estava acima da direita e da esquerda e de que não estaria mais no Partido dos Trabalhadores é a maior falácia que eu já vi na minha vida”, reforçou.

Relação com Lula e defesa do projeto político


Durante o vídeo, Luisa relembrou ainda a relação de Marcelo Déda com o presidente Lula e contou uma história familiar para reforçar a proximidade política e pessoal entre os dois.

Segundo ela, Déda mantinha admiração e confiança em Lula e acreditava no projeto político construído pelo Partido dos Trabalhadores. “Meu pai sempre admirou a figura de Luiz Inácio Lula da Silva, que era amigo pessoal dele”, revelou.

Ao falar diretamente com eleitores que ainda mantêm a lembrança do ex-governador e que gostariam de ter visto seu nome em uma disputa presidencial, Luísa reconheceu que votar diretamente em Marcelo Déda é um sonho impossível, mas argumentou que parte desse desejo poderia ser representada pela continuidade do projeto político que ele ajudou a construir.

“Votar 13 na urna e ver a foto do meu pai é, de fato, impossível. Mas votar 13 na urna é votar no projeto que meu pai ajudou a construir e queria continuar ajudando, da forma que fosse. Ele não pode mais. Mas você pode”, declarou.

Ao longo do depoimento, Luisa também reiterou que a memória do pai não deveria representar um culto à personalidade, mas servir como referência para quem acredita na participação política e na possibilidade de transformação social.

“Meu pai acreditava que a política era do povo. Era instrumento de alargar o possível. . Mas, nesse momento, o que eu queria falar com vocês que queriam apertar o 13, ver a foto do meu pai na urna, é que isso é um sonho impossível. E eu sou entusiasta de sonhos, até dos impossíveis. Mas eu queria dizer para vocês que dá para realizar parte desse sonho. Votar 13 na urna e ver a foto do meu pai é, de fato, impossível. Mas votar 13 na urna é votar no projeto que meu pai ajudou a construir e queria continuar ajudando, da forma que fosse”, concluiu.