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Polícia Científica produz mais de 1,7 mil laudos periciais no primeiro semestre de 2026

Polícia Científica produz mais de 1,7 mil laudos periciais no primeiro semestre de 2026

Foto: Ascom SSP

Investimentos em tecnologia e reforço no quadro de servidores ampliaram a capacidade de atendimento e reduziram o tempo de entrega dos exames periciais

O Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF), da Polícia Científica de Sergipe, produziu mais de 1,7 mil laudos periciais no primeiro semestre de 2026. Os documentos resultaram na realização de mais de 3.700 exames laboratoriais, evidenciando o fortalecimento da capacidade técnico-científica do instituto após investimentos em equipamentos de alta tecnologia e na ampliação do quadro de profissionais.

De acordo com o diretor substituto do IAPF, Venyson Lima, cada laudo reúne diferentes procedimentos periciais, executados pelos laboratórios especializados do instituto.

“Neste primeiro semestre, o IAPF produziu mais de 1.700 laudos e, desses laudos, resultaram mais de 3.700 exames. Cada laudo é composto por vários exames e diversas amostras são processadas. Essa produtividade é dividida entre os laboratórios de Toxicologia Forense, Biologia Genética Forense e Química Forense”, explicou.

A Toxicologia Forense realiza análises de materiais biológicos para identificar a presença de substâncias químicas, como drogas e álcool. Já a Biologia Genética Forense atua na identificação de pessoas, incluindo cadáveres sem identificação, além do confronto de vestígios biológicos coletados em locais de crime para auxiliar na identificação de autores. A Química Forense é responsável pela análise de drogas, medicamentos, acelerantes e diversas outras substâncias de interesse criminal.

Tecnologia amplia capacidade de investigação

Os investimentos realizados ao longo deste ano modernizaram significativamente a estrutura do instituto. Apenas na Toxicologia Forense foram instalados três novos cromatógrafos, equipamentos que aumentam a precisão e a sensibilidade das análises.

“Recebemos um cromatógrafo a gás com detector mais moderno, bastante utilizado nos exames de alcoolemia. Hoje conseguimos detectar substâncias em concentrações muito menores, o que amplia significativamente a qualidade das análises”, destacou o diretor.

Entre os novos equipamentos está também um cromatógrafo do tipo TOF (Time of Flight), tecnologia presente em apenas cinco Polícias Científicas do país, incluindo Sergipe. O equipamento é utilizado principalmente na identificação de novas substâncias psicoativas (NSPs), drogas sintéticas que vêm ganhando espaço em diferentes regiões do Brasil.

Na área de Biologia Genética Forense, Sergipe também passou a contar com uma das tecnologias mais modernas do país, disponível em apenas dois estados brasileiros.

Investimentos fortalecem a produção da prova pericial

Segundo Venyson Lima, além da aquisição de equipamentos, a ampliação do quadro de servidores permitiu aumentar a capacidade de atendimento, reduzir o tempo de entrega dos laudos e consolidar Sergipe como referência nacional em análises periciais.

“O IAPF vem recebendo investimentos importantes e demonstrando sua capacidade de realizar análises cada vez mais complexas. Antes, precisávamos recorrer a outros estados para executar determinados exames. Hoje ocorre o contrário: profissionais de outros estados vêm a Sergipe porque ainda não dispõem desses equipamentos”, ressaltou.

Para o diretor substituto, os avanços impactam diretamente a qualidade das investigações criminais e fortalecem a atuação da Polícia Científica.

“Todo investimento, tanto em recursos humanos quanto em equipamentos, traz grandes benefícios para a segurança pública. A produção de provas se torna mais robusta, favorecendo a identificação da autoria dos crimes e contribuindo para a elucidação dos inquéritos. Quando conseguimos identificar os responsáveis pelos delitos, fortalecemos o combate à criminalidade”, concluiu.