Durante o Setembro Amarelo, campanha dedicada à prevenção do suicídio e à promoção do cuidado em saúde mental, a Prefeitura de Aracaju reforça os serviços disponíveis para acolher a população em situações de sofrimento psíquico. Entre eles está o Serviço de Atendimento Psicossocial (SAPS), mantido pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e integrado à Rede de Atenção Psicossocial (Reaps). O atendimento é realizado pelo telefone 0800 729 3534, opção 3, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, por uma equipe formada por psicólogos e assistentes sociais.
O serviço oferece escuta qualificada, acolhimento e orientações para pessoas que estejam passando por situações de sofrimento emocional, além de informações sobre os serviços que integram a rede municipal de saúde mental. Somente em 2026, até o momento, já foram realizados 9.557 atendimentos.
A gerente técnica do SAPS, Pérola Nascimento, destaca que a equipe está preparada para acolher diferentes situações e orientar os usuários de acordo com suas necessidades, inclusive em casos de maior gravidade. “Se a pessoa está fragilizada, está com alguma crise de ansiedade ou tentando contra a própria vida, pode ligar para o SAPS, que nós estamos qualificados para atender esse tipo de demanda”, explica.
De acordo com a assistente social Ana Paula Santos, que atua no atendimento, muitas das pessoas que procuram o serviço já possuem algum histórico relacionado à saúde mental, mas também há usuários que buscam ajuda diante de situações específicas, como conflitos familiares, traumas ou crises de ansiedade e pânico.
“Quem liga normalmente já tem esse histórico, mas também há quem nos procure por crises familiares, traumas de infância ou síndrome do pânico. Alguns chegam a relatar pensamentos suicidas; outros querem apenas ser ouvidos por não terem com quem falar ou por vergonha de buscar tratamento em saúde mental”, ressalta.
Para garantir um ambiente de acolhimento, as ligações são sigilosas. Desde o primeiro contato, a equipe procura criar um espaço seguro para que o usuário possa falar sobre o que está vivenciando sem julgamentos. Segundo Ana Paula, em algumas situações, a escuta é justamente a principal necessidade apresentada por quem procura o serviço.
“Desde o início, deixamos claro que estamos ali para escutá-los, garantindo o sigilo e fazendo com que se sintam à vontade. Em muitos casos, a gente nem tem como manifestar a nossa fala, porque tudo o que eles precisam é ser ouvidos”, relata.
A assistente social explica ainda que cada atendimento é conduzido de acordo com a realidade e as necessidades apresentadas pelo usuário. A equipe fornece informações sobre os serviços disponíveis e orienta sobre onde buscar o atendimento adequado em cada situação. “A gente explica como funciona toda a nossa rede e o que ele deve buscar em cada situação”, afirma.
O SAPS também desenvolve ações de busca ativa e monitoramento de casos de tentativa de suicídio encaminhados pelo Núcleo de Prevenção da Violência e Acidentes (Nupeva). Nesses casos, a equipe realiza o contato telefônico para avaliar a situação, oferecer acolhimento e orientar o usuário sobre a busca por atendimento. “Ligamos três vezes para a pessoa. Caso ela não atenda, fazemos a visita domiciliar, onde também oferecemos o mesmo cuidado, acolhimento e escuta, além da orientação para que o usuário busque ajuda médica”, explica Pérola.
Integrado à Rede de Atenção Psicossocial, o SAPS amplia as possibilidades de acesso dos aracajuanos ao cuidado em saúde mental e fortalece as estratégias da Prefeitura voltadas à prevenção e ao acolhimento. Para Ana Paula, é importante que a população conheça o serviço e procure ajuda sempre que sentir necessidade.
“Que a população saiba que o nosso maior interesse é o cuidado e que eles importam. Estamos à disposição e não precisa ter vergonha de ligar, pois há uma equipe preparada para acolhê-los”, finaliza.





