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“É igual a Neymar, querendo um esbarrão para se jogar e simular uma falta”, afirma Alessandro Vieira sobre André Moura

“É igual a Neymar, querendo um esbarrão para se jogar e simular uma falta”, afirma Alessandro Vieira sobre André Moura

O senador Alessandro Vieira (MDB) classificou como ‘mimimi’ a reação do ex-deputado André Moura (União Brasil) após suas declarações e que levaram à sua saída da chapa majoritária do governador Fábio Mitidieri (PSD). Ainda na entrevista à Metropolitana FM, o emedebista voltou a criticar algumas ligações e o modo como, segundo ele, André faz política.

“Muito mimimi, muita tentativa de vitimização. Não teve nada de novo no que eu falei. Uma frase mais dura, não precisava, talvez, ter sido tão dura, mas o conteúdo é o mesmo. Ele (André Moura) estava doido para cavar uma situação. É igual a Neymar, querendo um esbarrão para tentar se jogar e simular uma falta”, declarou o senador.

Na avaliação de Alessandro Vieira, o ex-deputado aproveitou o momento para criar toda a situação e reiterou a consistência do que disse. “O que eu falei e falo é consistente. Não estou ofendendo a família de ninguém, mas quem tem as relações e a forma de André trabalhar vai passar, realmente, a vida inteira preocupado para saber se vai acordar (com essa ameaça)”, afirmou.

“A situação do deputado estadual Barcelar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, denunciado como líder do braço político do Comando Vermelho, na listinha de secretários de um futuro governo dele o primeiro nome que aparece é o de André. Quando você vai ver a Máfia do INSS em Brasília o cara que é preso, que recebeu milhões em propina, vai para a listinha, é indicado de André no governo Temer”, complementou o senador.

Alessandro Vieira afirmou novamente que não pode dizer que André cometeu crime, mas voltou a chamar atenção para as relações do ex-deputado com figuras políticas que estariam envolvidas em crimes. “Uma coisa é falar de relações, que é o estou falando. Essas relações existem. Aqui em Sergipe, quem é o sergipano preso envolvido na máfia que roubou dinheiro dos velhinhos aposentados? É o parceiro político de André, Lequinho, ex-vereador de Umbaúba. Então essas relações todas que ele tem e essa forma de atuar gera essa preocupação. Ele vai passar a vida toda com essa preocupação, não tem como fugir disso. Agora, eu posso dizer que ele cometeu esses crimes? Não, até porque não é minha função, neste momento, investigar. Se fosse, aí faria”, enfatizou.

Apesar de sair da chapa majoritária, o senador assegurou que segue no agrupamento governista liderado por Fábio Mitidieri. “A relação com o governador e com o Governo permanece a mesma. Não teve um prejuízo de base, não teve um aliado que deixou de ser aliado, não teve uma declaração de voto que foi desfeita”, ressaltou.

O emedebista disse ainda que a sua construção é diferente do que estão acostumados a ver na política. “Eu nunca cheguei num prefeito para dizer que ia dar x milhões de emenda se você votar em mim ou se você nomear 200 parentes meus, ou, pior ainda, se você me devolver 10% de propina, porque essas coisas acontecem o tempo inteiro na política pelo Brasil afora. Eu não faço isso. Em Sergipe todos se conhecem”, frisou.