Enquanto o Arraiá do Povo se aproxima do encerramento, a movimentação econômica impulsionada pelos festejos juninos continua na Vila do Forró. Realizada pelo Governo de Sergipe, o espaço segue aberto até o dia 26 de julho, na Orla da Atalaia, reunindo programação cultural gratuita e fortalecendo o trabalho de dezenas de pequenos empreendedores que comercializam produtos no espaço Economia Solidária. Após o primeiro mês de funcionamento, quem atua no local já comemora o resultado das vendas e mantém boas expectativas para as próximas semanas.
Nesse espaço da Vila do Forró, tradição e empreendedorismo caminham lado a lado. Por trás de cada receita típica comercializada na Economia Solidária estão histórias de trabalho e dedicação, protagonizadas, em sua maioria, por mulheres que encontram no ciclo junino uma oportunidade de ampliar a renda, fortalecer a autonomia financeira e apresentar a culinária sergipana a visitantes de diferentes partes do país. Para muitas delas, a participação nas iniciativas promovidas pelo Governo do Estado já faz parte do calendário anual e representa uma importante vitrine para seus negócios.
É o caso de Sandra Cristina que, pelo segundo ano consecutivo, comercializa uma variedade de comidas típicas preparadas de forma artesanal, como pamonha, canjica, arroz-doce, mungunzá, bolos de milho e outros itens, todos produzidos com leite de coco, diferencial que tem chamado a atenção de sergipanos e turistas. “Muitas pessoas passaram por nosso estande neste mês, elogiaram nossos produtos e isso é muito bom porque nos motiva a continuar. É um espaço muito importante para nós, porque nossa gastronomia é rica, nós fazemos tudo com amor, e aqui conseguimos ter a visibilidade, além de arrecadar com as vendas”, afirma.
Edital de seleção
Os espaços da Economia Solidária foram ocupados por meio de editais públicos, que selecionaram empreendedores de diferentes regiões de Sergipe para comercializar os produtos durante os mais de 60 dias de programação da Vila do Forró. A iniciativa contempla trabalhadores da gastronomia e prevê a rotatividade dos participantes, ampliando as oportunidades de comercialização e o número de beneficiados ao longo do evento.
Há 13 anos produzindo licores artesanais, Cristiane Novaes conhece bem esse movimento. Participando pelo quarto ano consecutivo da Economia Solidária, ela afirma que o ciclo junino é aguardado durante todo o ano. Isso porque a produção começa meses antes, permitindo que as bebidas atinjam o ponto ideal de maturação para serem comercializadas durante os festejos. “O mês de junho foi maravilhoso, principalmente aos finais de semana, quando as vendas são muito boas. A gente espera o ano todo para chegar nesse período, porque a produção do licor é de um ano para o outro”, explica.
De acordo com Cristiane, a participação na Vila do Forró representa uma oportunidade de complementar a renda da família. Autônoma, ela produz os licores praticamente sozinha e espera repetir o bom desempenho durante o mês de julho. “A Vila continua aberta, e quem vem visitar Sergipe acaba passando por aqui. A expectativa é continuar vendendo bem”, projeta.
A importância da renda gerada na Economia Solidária também aparece na história de Catarina Santos de Moraes, que participa da Vila do Forró pelo segundo ano. Comercializando pratos típicos como caruru, arroz-doce, mungunzá, pamonha e canjica, ela conta que junho costuma ser o período mais importante para o negócio e o dinheiro obtido durante o evento já tem destino certo. “Estou reformando o quarto do meu filho. É justamente nesses eventos que a gente consegue realizar coisas importantes para a família. A gente se organiza o ano inteiro e planeja o que vai fazer com essa renda”, relata.
Cadeia empreendedora
Para Catarina, iniciativas como a Economia Solidária fortalecem toda a cadeia de trabalhadores envolvida. “Ela abre portas para microempreendedores crescerem e ajuda muita gente que depende desse trabalho”, afirma. Assim como as demais expositoras, ela acredita que a continuidade da Vila do Forró durante julho manterá o fluxo de visitantes e contribuirá para novas oportunidades de venda.
No primeiro ano participando da Economia Solidária, Elenice Santos Reis também celebra o resultado obtido durante o primeiro mês da programação. Vendendo coxinhas, tortas salgadas, pudins e bolos, ela conta que o trabalho representa uma renda extra importante para manter as contas em dia. “Às vezes, o salário não é suficiente para pagar todas as despesas, então esse dinheiro ajuda bastante. Sempre que aparece uma oportunidade de trabalhar, eu aproveito, porque o importante é conseguir contribuir com a renda da família”, diz.
Mãe, Elenice destaca ainda a importância da presença feminina no espaço. Segundo ela, muitas mulheres são responsáveis pelo sustento da casa e encontram na Economia Solidária uma oportunidade de ampliar a renda. “A gente sempre busca alternativas para levar mais dinheiro para casa e pagar as despesas. Ter esse espaço faz toda a diferença para muitas mulheres”, completa.
Maior São João à beira-mar do país
O Arraiá do Povo e a Vila do Forró são uma realização do Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), BaneseCard e Ministério da Cultura, por intermédio da Lei Rouanet, com patrocínio da Eneva, Maratá, Celi, Rede Primavera, Iguá Sergipe, Deso, Pisolar, GBarbosa e Banco do Nordeste, com apoio da Energisa, Netiz, Sergas, Telequipe e Shopping Jardins.




