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Senador Rogério Carvalho detalha como articulação com Lula garantiu R$ 1,5 bilhão para transformar Sergipe

Senador Rogério Carvalho detalha como articulação com Lula garantiu R$ 1,5 bilhão para transformar Sergipe

EXCLUSIVO

Sergipe vive um novo tempo. O recente anúncio de mais de R$ 1,5 bilhão em investimentos estruturantes por parte do presidente Lula consolida uma das maiores agendas de obras e ações estratégicas da história recente do estado. O pacote contempla iniciativas fundamentais nas áreas de abastecimento de água, mobilidade urbana, desenvolvimento regional, fortalecimento da economia e justiça social, com impacto direto sobre a vida de milhares de sergipanos.

Nos bastidores dessa conquista, o trabalho político e institucional do senador Rogério Carvalho (PT/SE) foi decisivo. Atuando de forma permanente em Brasília, dialogando com ministérios, defendendo prioridades e apresentando projetos, Rogério teve papel central na construção dessa nova agenda para Sergipe. Ao lado do governador Fábio Mitidieri, o senador ajudou a consolidar uma relação republicana e produtiva com o Governo Federal, garantindo que Sergipe voltasse a ocupar posição estratégica no cenário nacional.

Em entrevista exclusiva ao Fato Sergipe, Rogério Carvalho fala sobre o momento histórico vivido pelo estado, destaca a sensibilidade do presidente Lula com o povo sergipano e detalha os impactos dos investimentos anunciados.

Fato Sergipe – Senador, qual o significado histórico desse anúncio de mais de R$ 1,5 bilhão para Sergipe?

Rogério Carvalho – Esse anúncio representa uma virada de chave para Sergipe. Estamos falando de um volume expressivo de investimentos públicos voltados para áreas essenciais, capazes de transformar a infraestrutura do estado e melhorar diretamente a vida da nossa população. Não se trata apenas de recursos financeiros, mas de decisões estratégicas que reposicionam Sergipe no mapa do desenvolvimento nacional.

Durante muitos anos, obras importantes foram adiadas, demandas históricas ficaram sem resposta e o estado precisou conviver com limitações que freavam seu crescimento. Agora, com o presidente Lula, Sergipe volta a ser enxergado com respeito e prioridade. Isso mostra que quando há sensibilidade social, compromisso político e capacidade de gestão, os resultados aparecem.

Esse pacote de investimentos fortalece a economia, gera empregos, amplia oportunidades e prepara Sergipe para o futuro. É um momento histórico que será lembrado por muitas gerações.

FS – Como o senhor avalia o compromisso do presidente Lula com Sergipe e com o Nordeste?

RC – O presidente Lula tem uma relação verdadeira com o Nordeste, antes de tudo, por ser nascido aqui, no estado de Pernambuco. Ele conhece a realidade da nossa região, sabe das desigualdades históricas e entende que governar o Brasil exige olhar para todos, especialmente para quem por muito tempo ficou à margem das grandes decisões nacionais.

Com Sergipe, esse compromisso é evidente. Lula tem demonstrado atenção permanente ao nosso estado, ouvindo nossas demandas, acolhendo projetos e viabilizando investimentos que há muitos anos eram aguardados pela população. Ele não governa por preconceito regional, governa com senso de justiça federativa.

Lula compreende que investir em Sergipe é investir no Brasil. Quando fortalece nosso estado, fortalece a economia regional, amplia a geração de renda, cria oportunidades e melhora a qualidade de vida das pessoas. Esse olhar humano e republicano faz toda a diferença.

FS – Qual foi o papel da sua articulação política para garantir esses investimentos?

RC – Nosso mandato sempre teve como prioridade defender Sergipe em Brasília. Isso significa manter diálogo permanente com ministérios, participar das discussões nacionais, apresentar projetos viáveis e construir convergência política em torno das necessidades do estado.

Trabalhamos intensamente para que Sergipe estivesse inserido no Novo PAC e nas grandes agendas federais de investimento. Em cada reunião, em cada audiência, em cada debate, levamos as demandas do povo sergipano e mostramos que nosso estado tem potencial, responsabilidade institucional e projetos consistentes.

Nada acontece por acaso. Grandes investimentos exigem planejamento técnico e articulação política, e foi isso que fizemos. Aproximamos Sergipe dos centros decisórios, defendemos prioridades históricas e ajudamos a transformar reivindicações antigas em obras concretas.

FS – O governador Fábio Mitidieri também participou desse processo. Como o senhor avalia essa parceria?

RC – Avalio de forma muito positiva, sobretudo porque todos nós buscamos algo em comum, que é o crescimento e desenvolvimento do nosso estado. Quando o interesse público está acima das diferenças, quem ganha é a população. O governador Fábio Mitidieri tem buscado diálogo institucional com o Governo Federal e compreendeu a importância de construir pontes. Essa postura madura, e comprometida com os reais interesses do nosso estado, foi importante para consolidar investimentos relevantes. Nosso mandato colaborou nesse processo, ajudando nas articulações e fortalecendo a interlocução com Brasília. Sempre defendi que Sergipe precisa de unidade em torno das grandes causas. E agora não seria diferente.

A parceria entre Governo do Estado, bancada federal e Governo Federal mostra que a boa política produz resultados concretos. Quando há cooperação, o estado avança com mais velocidade.

FS – A ampliação da ETA do Poxim foi um dos anúncios mais celebrados. Qual o impacto dessa obra?

RC – A ampliação da Estação de Tratamento de Água do Poxim, em Aracaju, é uma obra estratégica para toda a Grande Aracaju. Com cerca de R$ 83 milhões em investimentos, ela vai triplicar a capacidade de produção de água e beneficiar aproximadamente 300 mil pessoas. Isso significa segurança hídrica para o presente e para as próximas décadas. Água é um tema central para qualquer projeto de desenvolvimento. Sem abastecimento seguro, cidades não crescem, empresas não investem e famílias convivem com insegurança.

Essa obra prepara Aracaju e a região metropolitana para uma nova fase de expansão urbana e econômica. É planejamento de longo prazo, algo que somente governos comprometidos conseguem realizar.

FS – A Adutora do Leite também foi outro grande anúncio, sendo considerada transformadora para o sertão. Por quê?

RC – Porque ela enfrenta uma das maiores desigualdades regionais de Sergipe: o acesso à água em áreas estratégicas do sertão. A Adutora do Leite, que homenageará Frei Enoque, terá cerca de R$ 618 milhões em investimentos e levará água do Rio São Francisco para municípios fundamentais como Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe e Nossa Senhora da Glória.

Essa região concentra uma das maiores cadeias produtivas do leite do Nordeste. Quando garantimos água, garantimos produção, fortalecemos pequenos produtores, melhoramos a pecuária, estimulamos cooperativas e movimentamos toda a economia local.

Portanto, não é apenas uma obra hídrica. É uma política pública de desenvolvimento regional, de combate às desigualdades e de valorização de quem produz no interior.

FS – E sobre a segunda ponte entre Aracaju e Barra dos Coqueiros, qual a importância econômica?

RC – A segunda ponte entre Aracaju e Barra dos Coqueiros, com investimento estimado em R$ 838 milhões, é uma das obras mais estratégicas para a mobilidade e para o crescimento metropolitano. A Barra dos Coqueiros é um dos municípios que mais crescem em Sergipe. O aumento populacional, a expansão imobiliária e o potencial turístico exigem infraestrutura compatível com essa nova realidade. A nova ponte vai reduzir congestionamentos, facilitar o deslocamento diário de trabalhadores e ampliar a integração logística da região.

Além disso, terá forte impacto econômico, estimulando o turismo, o comércio, os serviços e a construção civil. Obras dessa magnitude atraem investimentos privados e reorganizam positivamente o território.

FS – Ainda dentro desses pacotes, o presidente Lula também anunciou ações voltadas à justiça social. Qual a relevância disso?

RC – É fundamental compreender que desenvolvimento verdadeiro não se resume a obras físicas. Ele precisa incluir pessoas, reparar injustiças e reconhecer direitos. A titulação de territórios quilombolas em comunidades como Curuanha, em Estância, e Luzienses, em Santa Luzia do Itanhy, tem enorme significado histórico.

Essas comunidades carregam memória, cultura e resistência. Garantir o direito à terra é reconhecer a contribuição desses povos para a formação de Sergipe e do Brasil. O presidente Lula tem essa sensibilidade. Ele entende que governar também é incluir, respeitar identidades e construir cidadania plena.

FS – Sergipe já apresenta indicadores positivos. Como esses investimentos podem acelerar ainda mais esse cenário?

RC – Sergipe já vive avanços importantes. Somos destaque nacional em investimento em infraestrutura, melhoramos indicadores sociais, fortalecemos a segurança pública e ampliamos a credibilidade fiscal do estado. Com esses novos investimentos, teremos uma aceleração desse processo. Infraestrutura gera emprego imediato durante as obras e crescimento permanente depois da conclusão. Água melhora produtividade. Mobilidade reduz custos. Segurança jurídica atrai empresas. Inclusão social fortalece comunidades.

Ou seja, esses recursos não são gastos: são alavancas de desenvolvimento sustentável. Eles criam um círculo virtuoso que beneficia toda a sociedade.

FS – Como a retomada dos investimentos da Petrobras em Sergipe, especialmente com os projetos SEAP I e II, pode impactar a soberania energética do Brasil e o desenvolvimento econômico do estado? Qual foi a sua real participação em todo este processo?

RC – A retomada dos investimentos da Petrobras em Sergipe não aconteceu por acaso. Foi resultado de muito trabalho político, articulação e compromisso com o futuro do nosso estado e do Brasil. Eu tive a honra de ser um dos principais articuladores desse processo, defendendo incansavelmente a retomada de projetos estratégicos que haviam sido abandonados.

O projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP I e II) é um divisor de águas. Estamos falando de mais de R$ 60 bilhões em investimentos. Ou seja, vamos adicionar cerca de R$ 37,8 bilhões ao PIB de Sergipe, além de gerar aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos ao longo das fases de implantação e operação. Para se ter uma ideia dessa dimensão, somente na fase inicial de construção das plataformas, estimativas apontam entre 5 mil e 8 mil empregos diretos, além de milhares de postos indiretos na cadeia de fornecedores, logística e serviços. Esse volume de empregos é particularmente relevante para um estado com base industrial relativamente pequena e forte dependência do setor de serviços e energia. Com isso, Sergipe deixa de ser coadjuvante para se tornar protagonista no cenário energético nacional, contribuindo diretamente para a soberania energética do Brasil.

E é importante dizer: isso só é possível porque temos uma empresa estatal forte. A tentativa de enfraquecimento da Petrobras e a privatização de ativos estratégicos, como a BR Distribuidora, foram erros graves. Quando se entrega setores estratégicos ao mercado, o interesse público fica em segundo plano. O resultado é mais dependência externa, menos investimento local e perda de capacidade de planejamento de longo prazo.

Sempre defendemos, com convicção, a presença do Estado no setor energético, porque energia não é apenas mercadoria, é instrumento de desenvolvimento. A retomada da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen), por exemplo, mostra como podemos integrar cadeias produtivas, gerar empregos e fortalecer a indústria nacional.

Portanto, o que estamos construindo em Sergipe é um novo modelo de desenvolvimento: com investimento público, geração de riqueza local e soberania. E isso só é possível quando o Estado assume seu papel estratégico, em vez de abrir mão dele.

FS – Senador, qual a importância da construção da ponte sobre o Rio São Francisco, entre os municípios de Penedo (AL) e Neópolis (SE), e o que essa obra representa para Sergipe, Alagoas e para o desenvolvimento do Baixo São Francisco?

RC – Essa é uma das obras mais emblemáticas do Novo PAC e representa um marco histórico para Sergipe, Alagoas e toda a região do Baixo São Francisco. A ponte entre Penedo e Neópolis, que já alcança 50% de execução, não é apenas uma estrutura de engenharia moderna, ela é um símbolo de integração, desenvolvimento e justiça social.

Estamos falando de uma obra estratégica de mais de 1,18 km de extensão, com investimento superior a R$ 207 milhões, que vai substituir definitivamente a travessia por balsa, garantindo mais segurança, rapidez e eficiência no deslocamento entre os dois estados.

Sob a liderança do presidente Lula, o Brasil voltou a investir em infraestrutura com visão de futuro e compromisso com o desenvolvimento regional. Essa ponte vai reduzir o tempo de viagem, fortalecer o comércio, impulsionar o turismo e melhorar a logística de toda a região, gerando oportunidades e renda para a população local.

É também uma obra que já mobiliza mais de 170 trabalhadores e demonstra a capacidade do Estado brasileiro de voltar a planejar e executar grandes projetos que impactam diretamente a vida das pessoas. Para nós, é motivo de orgulho ver Sergipe e Alagoas sendo conectados por uma obra dessa magnitude, fruto de um governo que enxerga o Nordeste como prioridade.

FS – Sendo assim, senador, essa sua recente aliança com o governador Fábio Mitidieri pode ser vista apenas como uma aproximação política momentânea, devido ao montante de investimentos do Governo Federal no estado de Sergipe, ou ela também pode ser entendida como uma relação mais profunda, devido ao alinhamento com o cenário nacional e com o governo do presidente Lula? Afinal, o que sustenta essa parceria e qual a importância dela para o futuro de Sergipe?

RC – Veja bem, essa aliança não se baseia apenas na avaliação das ações do governo estadual, mas, sobretudo, em um alinhamento estratégico com o projeto nacional liderado pelo presidente Lula. Nós estamos falando de uma convergência de propósitos em torno de um Brasil que voltou a crescer, a investir e a olhar com prioridade para estados como Sergipe.

Com o governador Fábio Mitidieri no comando do Estado, nós temos mais condições de garantir que os projetos estruturantes do governo Lula cheguem com mais força, mais velocidade e mais impacto na vida do povo sergipano. Isso não é uma aliança de conveniência, é uma aliança baseada em resultados concretos.

Os investimentos que já estão sendo destinados a Sergipe, como os mais de R$ 1 bilhão em obras articuladas com o Governo Federal, mostram que existe um projeto real em andamento. E esse projeto depende de continuidade, de estabilidade e de parceria institucional para dar certo.

Além disso, pautas estratégicas como a retomada da Petrobras em Sergipe, que nós ajudamos a impulsionar, mostram como essa articulação entre governo federal, governo estadual e nosso mandato tem gerado resultados concretos para a economia do estado.Portanto, essa parceria com Fábio Mitidieri está profundamente conectada ao projeto do presidente Lula para o Brasil e para o nosso estado. E, neste momento, nós entendemos que a continuidade desse alinhamento é fundamental para garantir que Sergipe siga crescendo, atraindo investimentos e ampliando políticas públicas que melhoram a vida das pessoas.